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Xis - De Esquina (Paranóia Delirante) (Letra e música para ouvir) - Esquina paranóia delirante / atrás de uma farinha loucura na pane / sequencia de um papel. Esquina paranóia delirante atrás de uma farinha loucura na pane! sequencia de um papel não curto isso ae mas tô ligado na parada que domina por aqui. Esquina paranoia delirante. Atrás de uma farinha loucura na pane. Sequencia de um papel. Não curto isso ae, mas tô ligado na parada que domina por aqui.

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Diante do sorriso b em -educado dele, nós perguntamos: Deutenen? Pior, todas o tratavam como se fosse inofensivo. Como era boba, pensou, enquanto admirava o jato alçar voo sobre a baía de Guanabara. E devo isso a ela. No dia da mudança, a Suzana preparou uma surpresa, chamou duas amigas da Bahia que me ajudaram a arrumar a bagunça. Todos bi de carteirinha, donos de um discurso chatíssimo de que o mundo se dividia entre os bi e os reprimidos. Pra mim, tem o lado negativo, que é o tempo que eu perco com isso e a maneira como isso afeta meu cérebro, mas tem o lado positivo que é aprender como tudo funciona. De três em três meses, por aí, nunca era certo, a Brites ia a Porto Alegre se abastecer com um boliviano. E uma bacia de laranja por cinco cruzeiros transformava qualquer falatório em mero sussurro. Em breve, eu teria que fazer uma viagem de urgência. O décimo terceiro da empregada? O que nos move aqui É a certeza que o Brasil é bem maior do que isso. Nada mais exaustivo do que administrar encontros e expectativas. O que aconteceu foi mais ou menos assim ó, O que eu vou te contar foi o que ela disse pra mim. Ele se suicidou naquele Carnaval. Como todos os brasileiros querem a verdade completa. À medida que corriam os ensaios comigo, o Juca ficava mais satisfeito, dizendo que eu tinha dado mais humanidade ao personag em.

Esquina paranóia delirante atrás de uma farinha loucura na pane! sequencia de um papel não curto isso ae mas tô ligado na parada que domina por aqui. Esquina paranoia delirante. Atrás de uma farinha loucura na pane. Sequencia de um papel. Não curto isso ae, mas tô ligado na parada que domina por aqui. Esquina paranóia delirante / atrás de uma farinha loucura na pane / sequencia de um papel / não curto isso ae mas tô ligado na parada que domina por / aqui. Esquina paranóia delirante / atrás de uma farinha loucura na pane! / sequencia de um papel / não curto isso ae mas tô ligado na parada que domina por / aqui. 03 Paranóia Delirante. 04 Vai e Vem. 05 Us Mano e as Mina. 06 Só Por Você. 07 Segue a Rima. 08 Enquanto Eu Posso. 09 , a Lei da Rua. 10 De Esquina.

Posted by Radiola Urbana on mai 16, in Arquivo , Notas 0 comments. Posted by Radiola Urbana on mar 27, in Arquivo , Notas 0 comments. Pode baixar: a mixtape do De La Soul com produções do J. Posted by Radiola Urbana on fev 28, in Arquivo , Notas 0 comments. Posted by Radiola Urbana on fev 27, in Arquivo , Notas 0 comments. Posted by Radiola Urbana on fev 25, in Arquivo , Notas 0 comments. Ouça e baixe AQUI.

A Serralheria gravou Posted by Radiola Urbana on fev 18, in Arquivo , Notas 0 comments. Desculpa se eu entendi algo errado. Familia brasileira, Honesta e trabalhadora. Como quase todas: Honesta e trabalhadora.

Marcelo, Rio de janeiro, 28 de fevereiro de Porque todo mundo quer, mas poucos querem fazer! Se vale o ditado que querer é poder; Você pode, mas tem que fazer por merecer! Aqui se faz, aqui se paga! Fala sério, como consegue dormir sossegado? Eu vou no rock, eu vou no funk É hip-hop, atitude punk!

A gente te explica 15 anos juntos compade.. Eu quero o paraiso.. Me diz o quecê qué parceiro? Cêqué dinheiro? Uns querem dinheiro outros só querem emprego, Eu vou tipo Tim Maia o que eu quero é sossego. Na real oquecêqué? Esta é uma história de quem sempre persiste. É que malandro que é malandro nunca desiste. Cabeça feita de um jeito ou de outro. Mas o corpo fechado como qualquer caboclo. O que aconteceu foi mais ou menos assim ó, O que eu vou te contar foi o que ela disse pra mim.

Quer subir, ela disse pra mim Quer ficar, ela disse pra mim Vai com calma vai, ela disse pra mim Por amor ou besteira foi que ela disse pra mim. Num bate papo sem jogar fora a conversa. Eu disse que gosto disso, ela disse eu também. Disse que gosta daquilo, ela disse eu também.

Parece até que a gente se conhece um tempo, O bagulho ta esquentando neguinho vai vendo. Aí foi, uma taça de vinho, sem problema algum, Uma fita no sonzinho e aperta mais um.

No começo é aquele papo de sempre, Comigo é diferente, comigo é diferente. Todo mundo no vermelho, cumpadi é isso. Falo besteira e ela sorriu pra mim, Porque o que aconteceu foi mais ou menos assim ó,.

Aí eu disse: Tchuruptchru, Tchuruptchru, Tchuruptchru,Tchuruptchru, Tchuruptchru, Tchuruptchru, Que coisa boa aquele beijo na boca, Eu fiquei louco e sei que você também ficou louca.

Balanço de amor é assim, Agora ela fala todo dia pra mim no pé do ouvido. Dentro do próprio jogo Roleta Russa ou Cassino No rap game ou você vai pra cima ou ficar sentado reclamando dos outros O jogo é duro e medalha é pra poucos.

Penso, deixa rola. Aquela coisa na barriga antes de te ver A balada sempre era melhor se tivesse com você Perdi a linha, talvez, parei de sonhar É que com você só vou dormir quando a noite acabar. Quero ser notificado de novos artigos por email. Marcelo D2 Fans. Eu Tive um Sonho Essa noite eu tive um sonho. Tudo certo? E você? A procura da batida perfeita?

Stephan: É! Eu sei. Eu tava só zoando. Você que lodeou e eu tô jogando. Round two… Stephan: Se o papo for futebol? Marcelo: Ah! Isso é comigo. Stephan: E se o assunto é playstation? Marcelo: Tudo bem contigo. Marcelo: Han! Tava demorando. Mas pra vida melhorar,como é que faz?

Três pra frente diagonal pra cima e bola. Sou Eu Sou Eu E fala no pepe a cocha fica bamba quem vai? Vou Eu Vou Eu Que fica na mesa até fecha a tampa que é? Vou Eu Vou Eu? Qual é Hiemolai Hiemolai! Hiemolai Iê! Sinistro Sabe o q acontece? É Assim que se Faz Ei pretinha! A-m-o-r… amoooor! Foco no trabalho. Malandragem Aí malandragem, é contigo mesmo, é contigo mesmo.. Vai cuidar do teu Nega Tem aquele momento na vida, parceiro, que você encontra uma Mulher, a nega, a nega que lhe faz mudar, e a minha?

Pra mim, só miséria Défict habitacional. Sentimento predominante entre as classes ainda é Qual seria a diferença do Luiz pro José? Desabafo Deixa,deixa,deixa Eu dizer o que penso dessa vida Preciso demais desabafar Segura!!!

Tu quer brincar! Uma vez — nunca mais me esqueci — disse que eu era um determinado, que sabia o que queria e me em penhava para conseguir isso. Ali foi o estalo. Porque antes eu era muito tenso e, como bom mineiro, falava pra dentro. Eu era um cabrito solto no pasto, um cavalo, às vezes. Estava com medo de, na vida real, assumir um compromisso de tal importância. Primeiro, porque me achava imaturo para encarar uma responsabilidade dessas, constituir família, montar casa e tudo o mais que eu imaginava que fosse um casamento com pompa e circunstâncias, como eram as uniões desse tipo naqueles dias.

E pra saber isso tudo foi que me apresentei ao Roberto Freire naquele botequim em frente ao TBC e logo começamos quatro sessões s em anais de uma hora. Assim foi.

No caso do Mauro, ele era muito torturado, altamente marcado pelo moralismo provinciano.

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Tinha um traço comum a outros dois artistas, Jardel e Glauber, mas ele se atormentava ainda mais, colocando o objetivo artístico acima de tudo. Tinha o caminho dele, qu em ficasse na frente ele derrubava. Era capaz de se arrebentar, ia inteiro, numa entrega total, num vale-tudo, mas eu sabia que ele ia chegar aonde chegou. Era uma unanimidade: ninguém gostou de nada. Agora sei que fui profundamente pretensioso ao julgarme amadurecido o suficiente para encarar um vaudeville, com os pés nas costas.

Mas, apesar de toda a amargura, tive humildade suficiente para assimilar o resultado, as opiniões, e fazer uma autocrítica. Meus primeiros passos no palco teriam sido eficientes, suficientes? Rimos muito, todos, depois.

Trabalho ali no teatro. Ele: Ah, artista E me apresentou ao Juca Chaves, que era cliente dele: Conhece aqui, o artista Aí eles ficaram nos conhecendo. Mudou até o tratamento. Pensei até que fosse de verdade Ele tinha levado um susto.

E nunca mais deixou de ir ao teatro. Ele era estofador e alugava o andar de cima da loja para nós, Rosamaria e eu. A gente tinha entrado num apartamento absolutamente vazio, n em sombra dos móveis que despacharam do Rio, de tr em.

E uma bacia de laranja por cinco cruzeiros transformava qualquer falatório em mero sussurro. E os pregões dos vendedores e compradores ambulantes? Olha o biscoiteeeeeiro!

Era uma vizinha. Poverina, poverina. E tinha os Móveis Scarlatto, cujo dono apelidei Saída do casamento com Rosamaria, de Urso, porque quando eu chegava na janela e a mulher dele também estava na janela dela, em frente, do outro lado da rua, ele olhava pra mim de cara feia e, enciumado, a mandava pra dentro da casa. Só depois da terceira passag em da dama deselegant em ente apaixonada repetindo o xingamento como um mantra, o humilhado e ofendido resolveu sair da toca, magrinho, raquítico, com um fio de bigodinho ridículo, um tipo, parecia personag em saído de uma daquelas deliciosas comédias do cin em a neo-realista italiano daquele t em po.

Esse era o Bexiga velho de guerra! Eu estava começando a descobrir Stanislawski. Eu sou o samba a voz do morro sou eu mesmo, sim senhor sou eu qu em trago a alegria para milhões de corações brasileiros A essa altura, eu tinha abandonado os planos de fazer vestibular para Direito. Pensei logo: Ihhh, isso só pode ser veado Eu queria.

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Ele foi até a bilheteria, pegou o ingresso e me deu. Isso é hora de chegar? Aí, sim, gostei. Ri muito, com o resto da platéia, que se dobrava de dar risada. Aí entrei no jogo deles. E, absolutamente deslumbrado, pensei assim: Taí, esse teatro, eu até gostaria de fazer O Paulo Autran tinha virado meu paradigma. Um dia eu quero chegar aonde esse sujeito chegou! Ele tinha passado a ser meu grande ídolo. Eu indiquei seu nome.

Que é isso, pai. Ele vai crescer, t em futuro! Nada disso Mauro, você vai passar fome! E ficaram discutindo, pai e filho, sobre minha vida e meu futuro. Em , com o mesmo grupo, tinha feito o papel do segundo moço na montag em de A Dama da Madrugada, de Alejandro Casona. Até ali, , era só. Fui ficando à vontade e comecei a sentir que ele foi ficando satisfeito. Resultado: aprovado. Senti que tinha agradado às pessoas em volta.

Eles acharam graça. E tome de teste. Mas era um grande mímico. Estreei como o sargento Gregovich, com críticas animadoras e estimulantes para um iniciante, como a de Décio de Almeida Prado, em O Estado de S. Sorte e sucesso é o que eu desejo a ele.

Maurice Vaneau Mal sabia Vaneau que acabei sendo promovido a general, t em pos depois, fazendo o Perón em Evita No entanto, na hora de acertar os ponteiros, depois de aprovado no teste, tinham me oferecido 3. Fui absolutamente objetivo, mostrando minha carteira de trabalho e dizendo que, em bora fosse do TBC o tipo de teatro que queria fazer, como propagandista da Pfizer eu ganhava exatamente o dobro, fora as comissões, o que no fim do mês resultava em 12 ou 15 mil.

E, moreno, alto, eu tinha um tipo físico bom para o papel. Ele tinha chegado da Europa, onde era comum fazer testes até com atores consagrados. Eu fiz na maior boa vontade. O próprio Vaneau disse depois que, além do aspecto físico, eu tinha mostrado um senso de humor que combinava com o personag em , um sargento imbecil.

E tinha mostrado que para fazer o bobo, fazer a síntese crítica da burrice, era preciso ter uma boa dose de inteligência.

Acontece que, pouco antes, quando eu fazia a peça Frankel, publicaram uma fotografia minha no jornal, falando em um jov em promissor.

E em dez em bro de , estava contratado para o elenco fixo do TBC, por dois anos, encerrando assim a fase amadorística e iniciando minha carreira profissional. E no dia 20 de dez em bro daquele ano, participei de meu primeiro ensaio no TBC. E ele, com aquela simpatia toda, a me apoiar e estimular, s em pre dando dicas de Stanislawski, s em eu saber b em , ainda, qu em era Capítulo IV Um E. Depois de muitas risadas, entramos em acordo e acabamos amigos.

E passei a exercitar minha voz em outros lugares e em tom um pouco mais baixo e menos solene.

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Ainda tinha a famosa garoa caindo no final da tarde. Fazia frio, muito frio. A sorte foi que o Walmor Chagas estava fazendo uma peça no Rio e me cedeu o apartamento dele. Sugeri cachaça e eles toparam. Virou-se para ela e disse: Cacilda, quero apresentar seus novos colegas, Fregolente e Mauro Mendonça.

Ele estava simplesmente nos apresentando a uma senhora atriz chamada Cacilda Becker! Primeira dama do teatro brasileiro, porta-estandarte do TBC. Minhas pernas tr em eram, literalmente. Imagina, eu, colega de Cacilda Becker! De repente, essa palavra colega situou-me e, mais do que nunca, senti um misto de medo e de enorme responsabilidade. Porque com aquele meu modesto currículo e aquela minha pequena experiência, estava contratado pelo nosso maior teatro, ao lado de monstros-sagrados do palco brasileiro.

Eu precisava estudar muito, para ser digno desses colegas! Eu era o rei e ela, Inês de Castro. Mas parei no meio da t em porada. A peça era dirigida por Ad em ar Guerra, o que fez com que o rigoroso crítico Yan Michalski, do Jornal do Brasil, a elogiasse rebatizando a peça de Oh! Estava no fundo do poço, atravessando um período desesperado de ateísmo, cheio de minhoca na cabeça.

Um dia ela chegou, com a Ruthinéa de Moraes, e me contou que estava freqüentando reuniões espíritas numa casa de família. Só saí dessa fase negativa com ajuda do Roberto Freire, que me encaminhou a um clínico, Dr.

Ivo Bussoloti. E mais, depois da Medicina, graças a um eletricista do TBC chamado André e outro, Arquimedes Ribeiro, também do teatro, me encaminhando para desmanchar um trabalho, uma macumba que tinham feito pra mim na Bahia.

Eu tive de tudo, entre e Era uma folha na correnteza. E ela, vendo a fera que eu estava, acendia vela era, com certeza, para mim mesmo. No auge da taquicardia, concordei. E quando cheguei em casa, a Rosa quis saber: O que é que houve, Mauro? Eu estava mesmo, tranqüilo. Pensei: Opa! Duvidei, mas acabei indo no tal lugar, sozinho. Logo eu estava em frente a uma mulata com alguns traços de índia que foi logo me descartando.

Intercederam: Matias, atende, ele é gente boa! Vou mandar você fazer umas coisas, você faz? Eu disse: Primeiro eu preciso saber o que é pra fazer, pra saber se posso fazer. E me deu um passe. Era o menino Pedrinho que estava dentro dela. T em coisa dentro de sua casa. Marca com meu cambono pra eu ir na sua casa. Fiz tudo conforme foi combinado e levei-a à minha casa. Depois das preces, veio o Pedrinho e foi logo dizendo: Vocês têm um vaso Rosamaria explicou que nós tiv em os o tal vaso, mas quebrou.

Como tinha sobrado a planta e a terra, ela plantou no jardim. É isso que eu quero — ele disse, mandando pegar o que tinha sobrado. Eu fui, descobri onde estava, só tinha sobrado a terra, ainda com o formato do vaso. T em só um coquinho. Ele: É isso que eu quero. Mandou partir o coquinho. Era pequeno, mas muito duro. Pega um martelo e quebra, s em muita força. E dentro dele apareceu um bilhete queimado com duas palavras escritas nas bordas: Morram malditos. Rosamaria começou a chorar.

Tanto que t em gente que entra na sua casa e alguma planta murcha, é a tal de seca-pimenteira. T em gente que faz magia negra, espeta boneco e tudo. Aqui a gente faz, aqui a gente paga. Foi esse meu contato com a realidade transcendental do mundo espírita.

Através de um centro, mesa branca, as pessoas se sentindo b em , apesar de um certo preconceito, achando que é coisa de pobre e ignorante.

Eu mesmo pensei assim. Mas havia um impulso, uma força me levando. E os fenômenos espiritualistas passaram a ser uma coisa natural e concreta, para mim. Quase científica. Uma psicoterapia espiritual. Ivo Bussolotti. A partir de os caminhos se reabriram, comecei a trabalhar outra vez, estava economizando dinheiro, cessaram todos os fatos negativos de qualquer espécie, físicos, em ocionais, artísticos, profissionais, financeiros e automobilísticos.

Passei a me sentir b em melhor a cada dia que passava. Até que, depois de um t em po, o Dr. Ivo me confessou: Mauro, eu fui seu médico, seu psiquiatra, seu amigo, seu conselheiro, fui tudo que podia ser pra você e seus probl em as continuaram.

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No entanto, você agora é outra pessoa, depois que foi a esse lugar. Eu tenho que reconhecer isso. Na novena, a pessoa, durante nove dias seguidos, faz preces com as próprias palavras, conversando com o santo, antes de um pai-nosso e uma ave-maria. E acende velas. Mas t em de ser nove dias seguidos, se interromper, t em de recomeçar. E eu os levei pra falar com Matias e Pedrinho Baiano, porque essas pessoas precisavam, como eu precisei. Cheguei com uma rosa vermelha, ela chorou e sossegou.

Ela ficou tocada. E falamos de coisas espirituais, o significado de se oferecer uma rosa, para ter bons fluidos, boas vibrações. Salve, Cacilda — eu disse. Mas fui voto vencido, Rosinha e os meninos queriam vir, vi em os, em E aqui, na Rua Paula Freitas, 44, apartamento , em Copacabana, onde moravam 12 pessoas e mais um cachorro, começaram a acontecer coisas absolutamente estranhas. Fiquei pinel, tinha delírios, em udeci, quando as pessoas falavam, eu ficava tonto, dormia mal, tinha pesadelos.

Ficava vivenciando todos os delírios e fantasias. Era como se você tivesse uma couraça e ela tivesse sido retirada, como se seu anjo-da-guarda tivesse abandonado você. Fiquei à deriva. Você foi claro, eu entendi seu caso — ele disse. Cheguei em casa tontinho e fui pro quarto, me refugiar. O jeito foi dizer que aquilo era exercício vocal. E o alívio foi geral. E n em procurei o tal médico. Liguei e fiquei sabendo que havia planos de fazer uma peça e tal, se eu podia ir até a casa dela no dia seguinte.

Entrei em pânico. Quis que eles foss em comigo. Que é isso, Mauro, vai sozinho! Trêmulo, consegui chegar. Eles n em precisavam falar nada, poxa! Até porque estava parado. Rosamaria fazendo a novela Carinhoso, mas eu, pirado. Por fora, Fernanda, por fora T em pos depois ela me confessou que ficou impressionada.

Pelo meu bom aspecto, ninguém diria que eu estava muito mal por dentro. Começamos a ensaiar. Celso Nunes era o diretor. Telefonei e fui. Menos apavorado, com a certeza de que estavam adiando a minha morte. As primeiras palavras que ouvi de Glorinha Beutenmüller foram as seguintes: Você dorme mal e acorda pior ainda! Ninguém pode imaginar os nós que minha cabeça dava. E a primeira coisa que fiz ao entrar de volta no meu quarto foi dar um berro, um grito primal que deve ter ecoado por Copacabana inteira.

Os ensaios correram, estreamos em Brasília, no Teatro Villa-Lobos, dia 15 de março de , e no Rio, na Maison de France, 12 dias depois. Eu, sobrevivendo. Ainda pinel, mas n em tanto quanto antes, pelo menos tinha Kurt, o personag em de Friedrich Dürrenmatt, pra me distrair. Que porcaria de amante que eu devo ter sido! Mas agora, mais de 30 anos depois, vou tentar ter acesso ao que o Gilberto Braga — quando ainda era o crítico de teatro Gilberto Tumcitz — escreveu no jornal O Globo.

Fernanda até comentou: Você esteve muito b em , hoje! Na verdade eu estava mais aliviado, descarregado. E fui tocando o barco. Ele é uma pessoa que s em pre se aprimorou, pela vida afora. Houve também alguns trabalhos de cachoeira aqui perto.

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Só zi fio sabe Era o Preto Velho falando pra mim. O Rebu, , com Isabel Ribeiro N em parente de sangue sabe o que zi fio t em Mas vai ficar tudo fromoso, viu zi fio? Deu um passe e me mandou tomar uns banhos de mar.

Poucos dias depois, eu, Rosamaria e Ana Beatriz conversando, ela me diz: Eu tenho notado você meio estranho. Você era conversador, agora anda quieto d em ais Era um processo depressivo, ela foi a um médico e se curou. Fui até ele e, durante quase três horas, contei o que estava se passando comigo.

Falei, falei, falei, falei Mas eu vou curar isso. Tome esse r em édio aqui, esse outro aqui Fui tomando. Mantive os contatos com ele, comecei a dizer as coisas mais claramente e ele de fato me curou.

Além disso, eu finalmente estava morando com minha mulher e meus filhos, só nós, imagina a felicidade que foi! Foi gostoso fazer o Donatello, até porque o personag em tinha um pouco do que eu sugeria, foi o próprio Dias Gomes qu em me disse.

Pois isso virou meio marca registrada e funcionou muito b em. Era e começava minha carreira na Globo. Mas, como comecei a engordar um pouco, e o Dr.

Roberto Piva_-_Paranoia

Quando li o nome Hummmm, é esse, é isso O mesmo moderador de apetite que o Dr. Ivo tinha me indicado. Tinha se misturado tudo em mim, o lado pessoal, o espiritual, o familiar, o profissional, o sentimental, foi dose cavalar. Mais tarde procurei um analista da escola de Wilhelm Reich e contei o que tinha se passado comigo. Ele: Mas você foi ao inferno! Eu tinha ido ao inferno, mesmo.

E à medida que eu pude me recuperar, talvez tenha me tornado um pai melhor, menos tirânico Passei por essa dor imensa, sublimei esse sofrimento, e isso me deu mais humildade. Cuidado e controle sobre os limites das possíveis qualidades, também. E, posso falar disso tudo com a maior tranqüilidade, olhando para esse passado com serenidade. Porque, afinal, essas dores passaram.

Eu era o delegado Siqueira. Quer dizer, uma fase excelente, com parceiras maravilhosas. Na porta do camarim superlotado, Rubens de Falco, Leonardo Villar, Jorge Chaia, Benedito Corsi e Zi em binsky, que me olhou firme e disse: Você sabia que todo ator, para ser verdadeiramente um grande ator, t em de dar a bunda?

Fiquei chocado, paralisado, s em saber o que dizer. E, mineiramente, fiquei em silêncio, s em saber se respondia ou partia pro pau.

Algum t em po depois me disseram que aquilo tinha sido brincadeira dele. Acontece que, à luz da mineirice, acho que às vezes é brincando que se diz aquilo que a gente pensa. Mas nunca pude comentar isso com ele, quando trabalhamos juntos. O t em po amenizou o acontecido e o episódio perdeu a importância. Qu em vai dirigir é o Kusnet. Mas t em um papel que quer em que você faça.

E a resposta: Ah, eu comecei carregando uma bandeja. Pois eu estreei, classicamente, carregando uma bandeja! Tudo corria muito b em pra mim, mesmo no dia em que entornei a tal bandeja na roupa da Elizabeth, ela me deu uma bronca em cena e passei a maior vergonha. Afinal, O Sedutor, de Diego Fabri, um autor italiano, era minha primeira experiência profissional no palco.