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CD ESTOURADO ELETRONICO 2013 BAIXAR


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Zona é o segundo trabalho do produtor musical e diretor de arte da Paraíba Mexo. LENA, , p. Em seu estudo sobre experimentalismo e vanguarda, Umberto Eco , p. Development remix: representing poverty, culture, and agency in the developing world. Ele estava passando som com o disco do Tim Maia e fez uns scratches. Havia coisas com moog, teremim [sintetizadores], mas isso eu identifiquei depois. Tecnologia do Blogger. Remix theory: the aesthetics of sampling. Olhos de James Dean Ou seja: a expectativa por Maravilhas da Vida Moderna era muito grande, mas o resultado surpreendeu — positivamente. Baixem Bem Bolado Promocional Motivados pela maquinaria das cidades, artistas começaram a fazer uso de tudo o que poderia ser capaz de emitir sons — e às vezes até mesmo ruídos. E- Compós, Rio de Janeiro, n. Contém samples de: Putney Swope [ 1 ].

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Desliga a Luz Labirinto Antes Que o Relógio Pare Menina da Rua 4 O mundo é Dos Espertos Um Dia de Cada Vez Eu Matei o Amor Depois do Temporal Por um Fio Dia Branco Tudo em Seu Lugar Céu e Inferno Você Me Faz Mal Você Pode Ser Feliz O Homem Invisível Pra Cada Amor um Adeus.

Karine T. Vasconcelos 1 de fevereiro de Davi T 21 de maio de Anonimo 18 de junho de Carmelo Brother 18 de julho de Cleison Ferreira 18 de julho de Anônimo 28 de dezembro de Anônimo 13 de novembro de Wilson Paulino Kirschner 30 de março de Carregar mais Para fazer contato clique AQUI. Se você encontrar algum link quebrado, me avise por favor. Com essa idade, estava mais interessada no rock do grupo Rage Against the Machine e praticamente ignorava o estilo que predominava no gosto musical da maioria dos jovens de Pirituba.

Ser adolescente em Pirituba nessa época, segundo Luana, significava ouvir grupos formados ali. Eu vivia na quebrada [Pirituba] pra baixo e pra cima, e o som que tocava, pelo menos aqui em Pirituba, era RZO e Sabotage. Eles andavam aqui na quebrada, faziam shows na quebrada. Tudo era O trem. Todo mundo fazia referência ao trem de Pirituba Eu escrevia sobre a galera da quebrada, o seu Toninho, o tio Dema, ia falando sobre o pessoal da quebrada e escrevendo rap.

Priscila Ferreira Perazzo , p. E aí ele colocou uma base instrumental. Os meninos gostaram e falaram que iam me levar a uma pessoa do rap que poderia me ajudar. Era uma coisa mais informal, mas eu fazia bastante. Selecionava CDs e LPs e discotecava. E chegou um momento em que veio a ideia desse negócio do DJ Tudo, de usar o nome, isso em Em suma, o mesmo artista interessado em gêneros globalizados, como o rock, também lidava Trecho de um programa gravado nos anos com o grupo Os Cachorros das Cachorras.

Houve um dia em que os filhos dele vieram nos visitar. A escuta torna-se relevante porque, como escreve Simone Luci Pereira , p. Rodrigo Gorky viveu um período de muitas experiências musicais nas bandas que integrou, no final dos anos A banda fez somente duas apresentações, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Entretanto, o grande momento do grupo ocorreu quando uma de suas canções foi tocada no programa do icônico John Peel, disc-jóquei da Radio One, da BBC de Londres. A gente fez um EP [extended play] e a primeira coisa que eu fiz foi perguntar: quem vai consumir esse EP?

O desejo de Rodrigo e dos demais integrantes do Belleatec era enviar o registro aos mesmos selos independentes que lançavam os discos dos grupos que eles admiravam, como a banda britânica Stereolab. A gente gosta muito de Stereolab [ Quem pode gostar disso [o EP do Belleatec]? Gostaria muito de saber o que você acha e etc Nessa brincadeira, a gente conseguiu um contrato com uma gravadora espanhola, a Elefant, que lançava muita coisa que eu gostava na época, e o John Peel, DJ da Radio One da BBC, chegou a tocar o nosso trabalho umas duas vezes.

Ele havia dito inclusive que gostava. Basicamente os três me influenciaram muito.

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Por exemplo, de hip hop eu escutava pouca coisa, eu gostava de De La Soul, de Beastie Boys, sempre as coisas mais pop, ou que têm um lance mais pop que outras coisas, como The Notorious B.

O Hermes também; ele foi o cara que me ensinou a tocar [ Era a Febem mais tensa na época [ A visita a essa unidade da Febem somou experiências no âmbito social, que definiram abordagens posteriores inseridas nas letras de Luana. Isso demonstra que, nos processos aos quais é submetida na contemporaneidade, a identidade vivencia reconciliações e novas representações HALL, , p. E para destacar o feminino eu coloquei o artigo antes, e ficou A TAL.

Na falta de um projeto musical, Luana pensou em começar a discotecar. Eu ficava em cima dos meus amigos para aprender, aí diziam que a aparelhagem era muito cara. Cheguei mesmo a desistir de ter um par de Technics [famosa marca de toca-discos] em casa, ela conta.

Eu nem sabia ligar os equipamentos. A turnê com a banda de Rodriguinho durou até e, após o longo período de shows, Luana conseguiu baixar o conjunto de aparelhos que lhe faltava. Durante o processo de aprendizagem, no qual os DJs começam a lidar com toca- discos, materiais pré-gravados e softwares, ocorrem novas percepções sonoras. Ele estava passando som com o disco do Tim Maia e fez uns scratches.

Era evidente aquela coisa que eles tinham de pegar e conseguir tocar de tudo [ Afinal, como Henri Bergson , p. Eis o universo a ser explorado a seguir. Sobre os objetos que nos rodeiam, e que dizem muito sobre nós, Ecléa Bosi , p. A prateleira repleta de discos ocupa lugar de destaque na sala de visitas de Alfredo Bello, o DJ Tudo, próxima ao computador e ao toca-discos. O mais engraçado é que eu comprei num sebo, porque era um disco caro.

Eu consumia muito punk também, coisas como Dead Kennedys O Funhouse [segundo disco lançado pelo grupo Stooges] é genial.

Visitas às lojas de discos e a sebos ganharam certa frequência na rotina de Alfredo. Nessa época comprei um disco duplo do Herbie Hancock, lançado pela gravadora Blue Note; que hoje, se você encontrar por aqui, vai pagar bem caro DJ Tudo, Tem um cara de um selo, que conheci em um festival na Dinamarca, no ano passado, que me mandou um disco da Tailândia, de uns caras tocando Black Sabbath, que é demais.

Por esse motivo, a discografia funciona, em alguns casos, à semelhança das fotos e postais — os quais, segundo Jacques Le Goff , p. No entanto, adentrar sua residência é mais revelador, pois traz à tona uma discografia que exibe, de forma caleidoscópica, imagens do ambiente rítmico diverso que o cerca. Enquanto todo o mundo gostava do Leftfield, eu gostava dos Chemical Brothers e do Prodigy [ É uma narrativa que revela uma rotina de preferências e escolhas musicais, além de demonstrar tensões de um ambiente sonoro composto de diversidade, porque, mesmo que ele enfatize o gosto pelo pop, um de seus programas preferidos nas MTVs brasileira e latina era o Lado B, geralmente associado a artistas do rock alternativo, experimental.

Desse modo, vê-se o mesmo DJ que lida com rap pode diversificar sua discografia com discos como Madonna — que ele inclusive cita na entrevista concedida à MTV — e também com trabalhos de artistas do rock.

Os rumos intersemióticos dessa escuta estruturam as escolhas artísticas, remetendo à ideia formulada por Raymond Williams , p. Vou desde Queen Latifah até Diana Ross e depois vou passeando pelas mulheres brasileiras.

Cada disco que se insere no acervo, portanto, traz paralelamente novas vivências. A princípio a parceria era apenas um trabalho paralelo, pois ambos faziam parte de outra banda, considerada o projeto principal. Posso gravar aquelas? E nisso a gente ia vendo quem tinha My Space também e adicionava. A mesma coisa que fiz com o Belleatec, no começo, fiz com o Bonde depois, sabe? O [nome] Baterias do poder é por causa dos power drums, sabe?

Esses hard rocks dos anos oitenta Por isso o disco se chama Baterias do poder, por causa dos power drums, Rodrigo conta. Sobre o armazenamento dos repertórios musicais, Maurice Halbwachs , p. A gente gostava, mas era muito mais pelo fato de ter essa bateria.

Para Pablo Vila , p. Nesse aspecto, a obra do DJ pode ser entendida como uma empreitada antropológica em busca de novas texturas sonoras. Entretanto, nos shows, o DJ Tudo se apresenta com uma banda composta de instrumentos tradicionais baixo, naipes de sopro, guitarra e bateria e um computador, com o qual também aciona parte dos samples usados nas versões gravadas.

Tem um antropólogo do Suriname, que morava, ou ainda mora em Brasília, chamado Terry Agerkop. Tentei falar com ele, mas ele estava viajando. Fui indo. Você vai ampliando [ Eu fui no dia 23 de junho de , eu lembro o dia. A Dona Maria Padeira certa vez levou um susto, por causa da guitarra, mas depois foi acostumando. A base de uma das primeiras composições do grupo, Pânico na zona sul, por exemplo, que possui samples de James Brown, sofreu influências externas.

Para Eduardo Navas , p. À luz do que Henri Bergson , p. Foi quando eu assumi mesmo. No trabalho de Luana Hansen, o rap, estilo musical urbano globalizado, é trabalhado com elementos do samba pertencente à identidade nacional brasileira.

Eu sou paulista, e é essa coisa de valorizar os nossos artistas. Como afirma Beatriz Sarlo , p. No mesmo período, o grupo conheceu o produtor Diplo, por meio da rede social My Space. Ele foi meio que o nosso padrinho, nossas primeiras viagens internacionais foram com o Diplo, ele que levava a gente. Por esse motivo, With lasers é considerado o primeiro disco do Bonde do Rolê — uma vez que o lançamento de Baterias do poder ocorreu anos depois, pela gravadora Mad Decent, em baixa tiragem para driblar eventuais problemas jurídicos com os sampleamentos.

Dissemos: vamos fazer um disco que tenha o mesmo feeling desse de samples [Baterias do poder], só que sem samples, diz Rodrigo. No final de , Marina Vello desligou-se do Bonde do Rolê e somente em , após a entrada da vocalista Laura Taylor, o grupo começou a planejar o próximo disco, Tropicalbacanal Em , foi a época que o moombahton estava estourado, e também o começo do trap.

Essa coisa cresceu e eu queria que o disco fosse mais tropical, mais brasileiro e mais bonito, por assim dizer — mais rebuscado. Desse modo, as combinações presentes nas canções reforçam o aspecto híbrido, este, segundo Herom Vargas , p.

O sample, dessa forma, funciona como um fragmento residual oriundo de um passado específico, e estendido ao processo cultural do presente WILLIAMS, , p. Sobre recordar por meio da lembrança do outro, Beatriz Sarlo , p.

À fala da autora soma-se, no âmbito da cultura pop, a influência simbólica dos cânones musicais, que recebem constantes menções ao longo do desenvolvimento de novas produções. Um fator notório que acelera essas menções, observado na pesquisa musical, é a rapidez dos fluxos comunicacionais da contemporaneidade.

Simon Reynolds , p. Segundo Alfredo, o encontro com o grupo de cultura popular ocorreu da seguinte forma: Em , eu fiz um CD do Mundo Melhor [selo independente de Alfredo] chamado Congado em mogi das cruzes — aprovado pelo Proac —, um CD com seis grupos.

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É bem interessante Como, nas apresentações do DJ Tudo, as canções que recebem samples ganham versões tocadas por instrumentos tradicionais, o computador usado pelo artista ganha funções instrumentais no palco.

Dependendo da estrutura do ambiente que recebe os shows, Alfredo exibe ao fundo do palco vídeos de encontros com as culturas populares gravados por ele. Sobre o encontro com Biu, do Samba de Matuto, Alfredo recorda o que mais o impressionou: Eu ouvia falar sobre o Samba de Matuto, por conta dessa história das pesquisas Eu fiquei impressionado como grupo, porque o samba de matuto é muito bonito, e o jeito com que o Biu toca Infelizmente é verdade [ A gente tocou no Royal Albert Hall, num evento gigante de uma ONG que trabalha com disability [necessidades especiais].

De acordo com Priscila Ferreira Perazzo , p. Aquilo com uma guitarra vira punk. Na letra do rap, Luana sintetiza uma série de problemas sociais do contexto urbano contemporâneo, e as frases cantadas por Di Melo assumem um papel que reforça tais críticas. No dia 24 de maio, por exemplo, a família do Luciano Huck sofreu acidente e foi atendida pelo SAMU, e o que me deixou chateada foi a exclusividade do atendimento [ A gente que é atendido por esse tipo de serviço sabe que os resultados demoram meses para sair, mas nesse caso eles receberam tudo na hora HANSEN, A gente que é do rap tem que ter essa consciência: hoje a molecada escuta funk.

Por isso fiz um funk consciente, depois que eu ouvi pela primeira vez o MC Garden e percebi que existem moleques que fazem funk consciente. E é funk. Ao narrar suas escolhas estéticas, Luana fala sobre decisões que fazem parte de sua vivência artística, e nesse ato de rememorar próprio das narrativas orais, segundo Simone Luci Pereira , p. Esse trabalho colocou Rodrigo Gorky em contato direto com uma discografia composta principalmente de artistas nacionais, como o próprio DJ afirma acerca da maioria dos discos comprados por ele nessa etapa de sua carreira.

Só que a gente nunca teve uma identidade sobre o que a gente iria fazer, musicalmente falando. E o Philip topou [ É uma espécie de arranjo, um arranjo vocal. Só o hip hop faz isso — acho muito autêntico. O cinema, para o estudioso, seria a mudança cultural com a qual as massas poderiam produzir novo sentido: O filme serve para exercitar o homem nas novas percepções e reações exigidas por um aparelho técnico cujo papel cresce cada vez mais em sua vida cotidiana.

Os relatos dos DJs sobre suas memórias musicais mostraram, em algumas linhas, essa multiplicidade de posicionamentos por eles assumida. Eu gosto, é um feeling. Às vezes acontece, mas é uma coisa que vem. Tais criações destoam esteticamente das delimitações de gênero musical impostas por ambições mercadológicas, que precisam definir gostos de escuta e estilos musicais fechados. A intertextualidade que concebe hibridismos na linguagem musical, portanto, rompe com receitas artísticas prontas, escapando às padronizações por contar com combinações rítmicas de diferentes vertentes.

Dessa forma, samples e remixes geram variados aspectos comunicacionais, pois estimulam novas representações musicais com base em fontes sonoras de outrora ou de espaços culturais distantes, retrabalhadas aqui e agora. No caso do sampler, é possível colocar no mesmo espaço de armazenamento musical fragmentos oriundos de produções alternativas e nomes detentores de êxito mercadológico dentro da chamada cultura mainstream.

Esse processo dialético põe em evidência também as tensões entre o underground e o mainstream. A memória musical funciona como um arquivo de possibilidades criativas a ser acessado pelos DJs.

Tal efeito, mesmo indiretamente, é agente dos processos homogeneizantes que visam a padronizações de gosto. Quando levados às mídias, esses samples reforçam a presença da diferença nesses espaços, reivindicando novas negociações. Tais ressignificações desestabilizam os sentidos dominantes e permitem o fluxo de novas possibilidades e variantes rítmicas. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Revista Discurso.

The political economy of music. Minneapolis: University of Minnesota Press, Rio de Janeiro: Apicuri, Enciclopédia Enaudi. The vinyl: the analogue medium in the age of digital reproduction.

Journal of Consumer Culture. Sobre a modernidade: o pintor da vida moderna. Rio de Janeiro: Paz e Terra, A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica.

Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas, v. Sobre o conceito da história. BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória.

Ensaios de psicologia social. Dialética do ruído. Memória e identidade. UnB, Brasília, Moderno pós-moderno. Acesso em 25 ago. Sampleamento de imagens sonoras em Fear of a Black Planet.

E- Compós, Rio de Janeiro, n. Lógica do Sentido. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. La definición del arte. Barcelona: Martínez Roca, What kind of Music? Popular Music. Cambridge, v. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais. Uberlândia, a. Porto Alegre: Sulina, A ordem do discurso. Aesthetics, method, and epistemology. New York: The New Press, De la cultura postindustrial a las estrategias de los jóvenes.

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Jovenes, culturas urbanas y redes digitales. Barcelona: Ariel, , p. A discografia e os objetos musicais; e 3. Samples e remixes: identidades musicais na memória e memória na linguagem híbrida.

Isso demonstra, de acordo com Simone Luci Pereira , p. Portanto, cabe agora explorar a complexidade que envolve as primeiras experiências de escuta dos DJs. As percepções musicais construídas no lar norteiam um tipo de escuta que nasce primeiramente do universo de pertencimento dos membros da família.

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Como observa Stuart Hall , p. Havia coisas com moog, teremim [sintetizadores], mas isso eu identifiquei depois. Para Joël Candau , p.

Isso se verifica nas produções do grupo Bonde do Rolê, em que o rock e o funk se entrelaçam para gerar novos sentidos e significados. Sobre o período no Centro, a DJ lembra que estudava em tempo integral. Para Luana, mudar do Centro para Pirituba trouxe uma série de novas vivências.

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Era tudo muito novo. Segundo Pablo Vila , p. Mas eu sabia onde ele guardava e pegava para sintonizar.

Na adolescência, o contato com o toca-discos, que hoje é aparelho imprescindível para suas atividades como disc-jóquei, ocorria somente quando KL Jay visitava o tio: Ele tinha um amplificador da Gradiente, um toca- discos da Polyvox e uns discos. Quando ia na casa dele eu ouvia, me interessava. Ao elencar as faixas das quais se lembra, o DJ elabora uma lista em que predominam artistas do funk norte-americano.

Segundo Jacques Le Goff , p. KL JAY, Na lembrança de KL Jay, a escuta radiofônica no lar remete a programas que destacavam o cantor Roberto Carlos. Além das bandas latinas, que eu comecei a curtir muito também. A partir desse período foi só ladeira abaixo GORKY, Como Rodrigo descreve, o programa Lado B sofria variações da MTV brasileira para a latina, o que coloca uma série de questões culturais em jogo.

Néstor García Canclini , p. Ecléa Bosi , p. Para o artista, o sentir é um estímulo: sensações atuam na sua tomada de decisões estéticas. Regina Rossetti , p. Essas novas vivências valorizam a escuta e multiplicam os encontros sonoros, levando a descobertas e escolhas que possibilitam o aprendizado musical.

Ele foi baixar o disco do Zapp [banda de soul-funk]. As atividades, segundo ela, eram: empinar pipa e jogar bola. Essas coisas de moleca mesmo, resume Luana. Foi a época em que descobri a minha sexualidade também, e ela foi uma referência. Sempre tive referências de pessoas muito autênticas, assumidas nas letras. Um homem falando isso era ter muita atitude. Segundo Simone Luci Pereira , p. Lembro que um dia entrei em uma roda de dança, havia umas trezentas pessoas, ao som de Sex machine.

James Brown é uma coisa muito importante. O jeito que eu toco baixo é funk, mesmo tocando maracatu e coisas brasileiras, é uma coisa que internalizou muito forte e me marcou muito, diz Alfredo. Aí fui começando a ter contato com esse rock de Brasília. Discos de punk e pós-punk.

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Alfredo expressa reminiscências como a do baile funk onde dançou ao som de James Brown — artista que, inclusive, exerceu influência no estilo funkeado com o qual Alfredo toca baixo atualmente — e a do acervo punk de seu amigo Robson.

De acordo com Pablo Vila , p. Filho de oficial do exército, Rodrigo Gorky morou em uma vila militar localizada em Juiz de Fora durante a adolescência. Eu gostava muito da Bizz Letras Traduzidas, mais do que da Bizz normal. Tocava muito Roxette, muita trilha internacional de novela — e, basicamente, essa foi a minha adolescência.

E aí eu fui descobrindo MTV e essas coisas no começo dos anos 90, [ Todo mundo ouvia Nirvana, sabe? As mesmas coisas de sempre: Led Zeppelin e etc Para Beatriz Sarlo , p. Portanto, mesmo que gravar uma fita cassete possa parecer uma tarefa simples se comparada às atividades desempenhadas por Rodrigo atualmente, sua recorrência no passado joga luz sobre o protagonismo do DJ nas festas de sua adolescência — ele inclusive realizada pesquisas prévias de canções.

Até porque, segundo François Laplantine e Liana Trindade , p. A gente começa a ir à rua jogar bola, e tinha o pessoal mais velho que frequentava as festas. Entre e , KL Jay começou a tocar em festas organizadas nas residências do bairro onde morava.

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Era uma época que tinha muita festa em casa, em casas mesmo. Depois a gente observava do quarto, pela fechadura da porta, para ver se as pessoas estavam curtindo o som. Era assim. Segundo KL Jay, as melhores fitas eram as da barraca de um vendedor chamado Djalma. Era o que eu tinha no momento, ele gravava as fitas e eu fazia os bailes com as fitas. As técnicas quem sacou antes foi o Edi Rock, as de scratch principalmente; as de mixagem eu fui aprendendo sozinho. E aí eu fui treinando, porque você vai praticando, praticando Com essa idade, estava mais interessada no rock do grupo Rage Against the Machine e praticamente ignorava o estilo que predominava no gosto musical da maioria dos jovens de Pirituba.

Ser adolescente em Pirituba nessa época, segundo Luana, significava ouvir grupos formados ali. Eu vivia na quebrada [Pirituba] pra baixo e pra cima, e o som que tocava, pelo menos aqui em Pirituba, era RZO e Sabotage.

Eles andavam aqui na quebrada, faziam shows na quebrada. Tudo era O trem. Todo mundo fazia referência ao trem de Pirituba Eu escrevia sobre a galera da quebrada, o seu Toninho, o tio Dema, ia falando sobre o pessoal da quebrada e escrevendo rap.

Priscila Ferreira Perazzo , p. E aí ele colocou uma base instrumental. Os meninos gostaram e falaram que iam me levar a uma pessoa do rap que poderia me ajudar. Era uma coisa mais informal, mas eu fazia bastante.

Selecionava CDs e LPs e discotecava. E chegou um momento em que veio a ideia desse negócio do DJ Tudo, de usar o nome, isso em Em suma, o mesmo artista interessado em gêneros globalizados, como o rock, também lidava Trecho de um programa gravado nos anos com o grupo Os Cachorros das Cachorras.

Houve um dia em que os filhos dele vieram nos visitar.

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A escuta torna-se relevante porque, como escreve Simone Luci Pereira , p. Rodrigo Gorky viveu um período de muitas experiências musicais nas bandas que integrou, no final dos anos A banda fez somente duas apresentações, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Entretanto, o grande momento do grupo ocorreu quando uma de suas canções foi tocada no programa do icônico John Peel, disc-jóquei da Radio One, da BBC de Londres. A gente fez um EP [extended play] e a primeira coisa que eu fiz foi perguntar: quem vai consumir esse EP? O desejo de Rodrigo e dos demais integrantes do Belleatec era enviar o registro aos mesmos selos independentes que lançavam os discos dos grupos que eles admiravam, como a banda britânica Stereolab.

A gente gosta muito de Stereolab [ Quem pode gostar disso [o EP do Belleatec]? Gostaria muito de saber o que você acha e etc Nessa brincadeira, a gente conseguiu um contrato com uma gravadora espanhola, a Elefant, que lançava muita coisa que eu gostava na época, e o John Peel, DJ da Radio One da BBC, chegou a tocar o nosso trabalho umas duas vezes.

Ele havia dito inclusive que gostava. Basicamente os três me influenciaram muito. Por exemplo, de hip hop eu escutava pouca coisa, eu gostava de De La Soul, de Beastie Boys, sempre as coisas mais pop, ou que têm um lance mais pop que outras coisas, como The Notorious B. O Hermes também; ele foi o cara que me ensinou a tocar [ Era a Febem mais tensa na época [ A visita a essa unidade da Febem somou experiências no âmbito social, que definiram abordagens posteriores inseridas nas letras de Luana.

Isso demonstra que, nos processos aos quais é submetida na contemporaneidade, a identidade vivencia reconciliações e novas representações HALL, , p.

E para destacar o feminino eu coloquei o artigo antes, e ficou A TAL. Na falta de um projeto musical, Luana pensou em começar a discotecar. Eu ficava em cima dos meus amigos para aprender, aí diziam que a aparelhagem era muito cara.

Cheguei mesmo a desistir de ter um par de Technics [famosa marca de toca-discos] em casa, ela conta. Eu nem sabia ligar os equipamentos. A turnê com a banda de Rodriguinho durou até e, após o longo período de shows, Luana conseguiu baixar o conjunto de aparelhos que lhe faltava. Durante o processo de aprendizagem, no qual os DJs começam a lidar com toca- discos, materiais pré-gravados e softwares, ocorrem novas percepções sonoras.

Ele estava passando som com o disco do Tim Maia e fez uns scratches. Era evidente aquela coisa que eles tinham de pegar e conseguir tocar de tudo [ Afinal, como Henri Bergson , p. Eis o universo a ser explorado a seguir. Sobre os objetos que nos rodeiam, e que dizem muito sobre nós, Ecléa Bosi , p. A prateleira repleta de discos ocupa lugar de destaque na sala de visitas de Alfredo Bello, o DJ Tudo, próxima ao computador e ao toca-discos.

O mais engraçado é que eu comprei num sebo, porque era um disco caro. Eu consumia muito punk também, coisas como Dead Kennedys O Funhouse [segundo disco lançado pelo grupo Stooges] é genial. Visitas às lojas de discos e a sebos ganharam certa frequência na rotina de Alfredo.

Nessa época comprei um disco duplo do Herbie Hancock, lançado pela gravadora Blue Note; que hoje, se você encontrar por aqui, vai pagar bem caro DJ Tudo, Tem um cara de um selo, que conheci em um festival na Dinamarca, no ano passado, que me mandou um disco da Tailândia, de uns caras tocando Black Sabbath, que é demais.

Por esse motivo, a discografia funciona, em alguns casos, à semelhança das fotos e postais — os quais, segundo Jacques Le Goff , p. No entanto, adentrar sua residência é mais revelador, pois traz à tona uma discografia que exibe, de forma caleidoscópica, imagens do ambiente rítmico diverso que o cerca. Enquanto todo o mundo gostava do Leftfield, eu gostava dos Chemical Brothers e do Prodigy [ É uma narrativa que revela uma rotina de preferências e escolhas musicais, além de demonstrar tensões de um ambiente sonoro composto de diversidade, porque, mesmo que ele enfatize o gosto pelo pop, um de seus programas preferidos nas MTVs brasileira e latina era o Lado B, geralmente associado a artistas do rock alternativo, experimental.

Desse modo, vê-se o mesmo DJ que lida com rap pode diversificar sua discografia com discos como Madonna — que ele inclusive cita na entrevista concedida à MTV — e também com trabalhos de artistas do rock. Os rumos intersemióticos dessa escuta estruturam as escolhas artísticas, remetendo à ideia formulada por Raymond Williams , p.

Vou desde Queen Latifah até Diana Ross e depois vou passeando pelas mulheres brasileiras. Cada disco que se insere no acervo, portanto, traz paralelamente novas vivências.

A princípio a parceria era apenas um trabalho paralelo, pois ambos faziam parte de outra banda, considerada o projeto principal.

Posso gravar aquelas? E nisso a gente ia vendo quem tinha My Space também e adicionava. A mesma coisa que fiz com o Belleatec, no começo, fiz com o Bonde depois, sabe?

O [nome] Baterias do poder é por causa dos power drums, sabe? Esses hard rocks dos anos oitenta Por isso o disco se chama Baterias do poder, por causa dos power drums, Rodrigo conta.

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Sobre o armazenamento dos repertórios musicais, Maurice Halbwachs , p. A gente gostava, mas era muito mais pelo fato de ter essa bateria. Para Pablo Vila , p. Nesse aspecto, a obra do DJ pode ser entendida como uma empreitada antropológica em busca de novas texturas sonoras. Entretanto, nos shows, o DJ Tudo se apresenta com uma banda composta de instrumentos tradicionais baixo, naipes de sopro, guitarra e bateria e um computador, com o qual também aciona parte dos samples usados nas versões gravadas.

Tem um antropólogo do Suriname, que morava, ou ainda mora em Brasília, chamado Terry Agerkop. Tentei falar com ele, mas ele estava viajando. Fui indo. Você vai ampliando [ Eu fui no dia 23 de junho de , eu lembro o dia. A Dona Maria Padeira certa vez levou um susto, por causa da guitarra, mas depois foi acostumando. A base de uma das primeiras composições do grupo, Pânico na zona sul, por exemplo, que possui samples de James Brown, sofreu influências externas.

Para Eduardo Navas , p. À luz do que Henri Bergson , p. Foi quando eu assumi mesmo. No trabalho de Luana Hansen, o rap, estilo musical urbano globalizado, é trabalhado com elementos do samba pertencente à identidade nacional brasileira.

Eu sou paulista, e é essa coisa de valorizar os nossos artistas.

Como afirma Beatriz Sarlo , p. No mesmo período, o grupo conheceu o produtor Diplo, por meio da rede social My Space. Ele foi meio que o nosso padrinho, nossas primeiras viagens internacionais foram com o Diplo, ele que levava a gente. Por esse motivo, With lasers é considerado o primeiro disco do Bonde do Rolê — uma vez que o lançamento de Baterias do poder ocorreu anos depois, pela gravadora Mad Decent, em baixa tiragem para driblar eventuais problemas jurídicos com os sampleamentos.

Dissemos: vamos fazer um disco que tenha o mesmo feeling desse de samples [Baterias do poder], só que sem samples, diz Rodrigo. No final de , Marina Vello desligou-se do Bonde do Rolê e somente em , após a entrada da vocalista Laura Taylor, o grupo começou a planejar o próximo disco, Tropicalbacanal Em , foi a época que o moombahton estava estourado, e também o começo do trap.

Essa coisa cresceu e eu queria que o disco fosse mais tropical, mais brasileiro e mais bonito, por assim dizer — mais rebuscado. Desse modo, as combinações presentes nas canções reforçam o aspecto híbrido, este, segundo Herom Vargas , p. O sample, dessa forma, funciona como um fragmento residual oriundo de um passado específico, e estendido ao processo cultural do presente WILLIAMS, , p.

Sobre recordar por meio da lembrança do outro, Beatriz Sarlo , p. À fala da autora soma-se, no âmbito da cultura pop, a influência simbólica dos cânones musicais, que recebem constantes menções ao longo do desenvolvimento de novas produções.

Um fator notório que acelera essas menções, observado na pesquisa musical, é a rapidez dos fluxos comunicacionais da contemporaneidade. Simon Reynolds , p. Segundo Alfredo, o encontro com o grupo de cultura popular ocorreu da seguinte forma: Em , eu fiz um CD do Mundo Melhor [selo independente de Alfredo] chamado Congado em mogi das cruzes — aprovado pelo Proac —, um CD com seis grupos. É bem interessante Como, nas apresentações do DJ Tudo, as canções que recebem samples ganham versões tocadas por instrumentos tradicionais, o computador usado pelo artista ganha funções instrumentais no palco.

Dependendo da estrutura do ambiente que recebe os shows, Alfredo exibe ao fundo do palco vídeos de encontros com as culturas populares gravados por ele. Sobre o encontro com Biu, do Samba de Matuto, Alfredo recorda o que mais o impressionou: Eu ouvia falar sobre o Samba de Matuto, por conta dessa história das pesquisas Eu fiquei impressionado como grupo, porque o samba de matuto é muito bonito, e o jeito com que o Biu toca Infelizmente é verdade [ A gente tocou no Royal Albert Hall, num evento gigante de uma ONG que trabalha com disability [necessidades especiais].

De acordo com Priscila Ferreira Perazzo , p. Aquilo com uma guitarra vira punk. Na letra do rap, Luana sintetiza uma série de problemas sociais do contexto urbano contemporâneo, e as frases cantadas por Di Melo assumem um papel que reforça tais críticas.

No dia 24 de maio, por exemplo, a família do Luciano Huck sofreu acidente e foi atendida pelo SAMU, e o que me deixou chateada foi a exclusividade do atendimento [ A gente que é atendido por esse tipo de serviço sabe que os resultados demoram meses para sair, mas nesse caso eles receberam tudo na hora HANSEN, A gente que é do rap tem que ter essa consciência: hoje a molecada escuta funk.

Por isso fiz um funk consciente, depois que eu ouvi pela primeira vez o MC Garden e percebi que existem moleques que fazem funk consciente. E é funk. Ao narrar suas escolhas estéticas, Luana fala sobre decisões que fazem parte de sua vivência artística, e nesse ato de rememorar próprio das narrativas orais, segundo Simone Luci Pereira , p.